Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
Fantasia

imagem: tw collins

era esquisita
como umha bolboreta lene
num vespeiro ateigado
de vulgares voyeurs

envejava cada movemento,
esses calculados acenos
conhecedores do desejo
que geravam

ansiava vé-la entrar
com lume de artifício
pola porta da minha vida
revolvendo a calma

era meu amor de quimera
impossível como
esses corpos de couchê
que moram as paredes
do meu quarto

aprendim a adorar
a sua ausência
e começou a viver
na minha memória

alô sempre seria minha
ela sabia-o
penso que gostava
da ideia

eu desfrutava
vestindo-a
eu gozava
espindo-a

era minha no meu mundo virtual
som seu no meu mundo real

semper fidelis
 
contado polo chupachus de mari às 11:54 | Permalink | 2 comentários
Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007
O embigo da poeta

imagem: kodakhrome

envido ao teu embigo
como um microcosmos
um fermoso erro
no espaço-tempo
que atrae a minha massa.

cativado pola sensual
olhada do centro
do teu universo,
percorro cada umha
das suas essências.

a matriz dos matices todos,
meu dedo sinala
a origem
do compartido.
a necessidade da sua blanca luz.

Gustavo Harvey
Creative Commons License

 
contado polo chupachus de mari às 01:13 | Permalink | 1 comentários
Segunda-feira, 30 de Julho de 2007
A trastenda

imagem: late_blOOmer*

o lugar da memória armazenada
o espaço de orde caótica
ti colocas
eu revolvo
vou e volvo
entro e saio
nom acho o que procurava.

sonegada no fundo do estante
aguardas meu ataque,
rejeitas a minha oferenda.
acurralada, entregada
nom há fugida,
nom queres marchar.

esperas um novo embate.
duvido, sinto o teu alento
fecho os olhos e
cheiro o bálsamo do teu desejo.

miro de esguelho o teu decote
ataco!
caem as latas de chícharos
contra a minha cabeça e
entregas-te sem condiçons.

a tua humidade em mim
na trastenda da memória
volves do além pra me dar vida
pra espremer meu zume
entre a farinha e os pacotes do café.

aromas e feromonas.

o fecho da porta cede
acordo do meu sonho
e ti ficas dentro
no armazem dos recordos
só pra mim.

Gustavo Harvey
Creative Commons License

 
contado polo chupachus de mari às 21:16 | Permalink | 1 comentários
seXadrez

imagem: Rinna

mulher branca sae e ganha.
o tabuleiro rectangular
é o campo de batalha
sabas a quadros e peças de marfim
num jogo de empate ou victoria.

peons que comem rainhas,
bispos e cabalos
pra montar sem sela
na cavalgada da amazona
de mamilos ameaçantes
dando xeque ao rei vencido.

sesenta e quatro espaços pra fugir
sesenta e nove movementos
e a dama que vai e vem
sem restriçons
percorrendo centímetro a milímetro
calculando, suando, berrando

afogando-me

afogado

empate, joguemos outra.

Gustavo Harvey
Creative Commons License

 
contado polo chupachus de mari às 20:40 | Permalink | 1 comentários
tacom/submissom

imagem: Karola (Chile)

estreita ameaça
fas-me agitar baixo o meu traje de alpaca.
interminável espera
infinitas possivilidades de jogo
língua, peito, embigo
entreperna e perna
estremeces o magim
rachas o lene equilíbrio
a doce compostura da derradeira fronteira
a minha virgem inocência convertida em...

PERDIÇOM

...condenada a querer mais
lamendo sabores amargos
que reclamam novos desejos
tacom para o domador
submissom das feras
ferintes chagas sangrando
rios de necessidade
meandros sinuosos das tuas cadeiras
afundo-me na tua fenda e começo a...

SUCÇOM

... fluídos no val da tua ansiedade
perdo a inocência pegada ao teu corpo
carnívora devoro sem perguntas
quero ser o que ti digas
hoje canibal
amanhá animal de companhia.

ti reges umha sapataria
eu som a clienta insatisfeita
que quere fantasia
a tua
a minha
de pel de vacum
de pel humana
da tua
da minha
pel.

Gustavo Harvey
Creative Commons License

 
contado polo chupachus de mari às 06:25 | Permalink | 2 comentários
Quinta-feira, 14 de Junho de 2007
o corpo doutra

imagem: Karola (Chile)

subindo pola tua pele
desde o teu epicentro para as alturas
todo calculado
caminhando por poros abertos
com dedos de dançarina
pés de pluma na crista da tua onda
músculo férreo sob aparência dócil

somos umha
somos toda nossa extensom
onde terminam meus braços começa a tua pelve
e o azul infinito dos teus olhos
incitando ao salto do anjo desde a fervença do meu desejo
és minha na amplitude da minha palavra
som tua se me dizes PARA!

nada anseio mais que morrer
cos meus incisivos afundidos na tua noite
aspiro a respirar teu alento
expiro quando te sento

DENTRO!

Gustavo Harvey
Creative Commons License

 
contado polo chupachus de mari às 05:11 | Permalink | 4 comentários
Quarta-feira, 6 de Junho de 2007
sexo duro
imagem: Karola (Chile)

Voluptuoso jogo
Entre ti e eu um microespaço de suores
Mil agitados poros a soltar desejo
Todo em ti di come-me
Só podo que comer
Entre ti e o meu um milímetro
Esse corpo nu que nunca me pertence
Estou-no a sonhar na noite de autos
O imagino agora que nom é de ninguém
Só dos vermes.

Gustavo Harvey
Creative Commons License

 
contado polo chupachus de mari às 16:30 | Permalink | 1 comentários
Sexta-feira, 1 de Junho de 2007
o absurdo e a humidade

imagem: lemanidappertutto

Desce polo teu peito
cai ao vazio
com um ruído húmido
molhando peles furtivas.
Absorvo experiências
expulso necessidades perdidas
miradas que negam qualquer cumplicidade.
Ti e eu só somos paredes de ossos e cemento
feridoras quanto mais próximas
batendo sob lençóis e mantos de pólen.
Mel sobre as tuas costas
lume que me domina
procurando terras por explorar.

Recoberto das tuas nádegas.

Sol, karaoke no meu olhar.
Lua, sudoku na tua cama.

Ti, batendo claras.
Eu, chamando a casa.

Gustavo Harvey
Creative Commons License

 
contado polo chupachus de mari às 02:36 | Permalink | 0 comentários
Terça-feira, 29 de Maio de 2007
desde o fundo da encanadura

Destino a nengumha parte
Desde o salto ao vazio a excitaçom apodera-se de mim
e às vezes o medo a ver o chão demasiado perto
Fume de cigarros
nuvens estratosféricas
os banhos de minha empresa me recordam
aos cárceres cinematográficos
ruído ruído ruídos
e ti no fundo
recoberta de flores
de paz
e de chocolate líquido
e eu longe
aqui onde as serpentes moram a minha cabeça
temendo ter perdido teu corpo ao sair à meia-noite
Nom corro no meu carro
porém voo coa mente até o teu regaço
esse lar no que desejo entrar e fundir-me
em ti sinto morrer meu desejo afogado nas dúvidas
mas uma palavra tua bastará para sanar minha loucura
esta fame de carne e felicidade.

Gustavo Harvey
Creative Commons License

 
contado polo chupachus de mari às 02:55 | Permalink | 0 comentários
Quinta-feira, 24 de Maio de 2007
sexo/cama

imagem: stpiduko

Fui ordinária
requintada
tímida
Misturei poesia com vários palavrões
Gritei
Uivei
Gemi
Rasguei almofadas e lençóis

Fui carnaval de amor
no circo de uma cama.

Manuela Amaral

 
contado polo chupachus de mari às 04:07 | Permalink | 0 comentários
Segunda-feira, 21 de Maio de 2007
do teu cheiro

O gosto da tua pele
sal impregnado em meus lábios
que me mata de sede
à beira da fonte dos teus prazeres.

O teu gosto na minha boca
mel que sacia meus desejos
na hora derradeira
do medo de te perder
em meio aos lençóis.

O teu cheiro impregnado
no meu corpo
perfume raro que nem a chuva
leva de mim...

Ademir Antonio Bacca

 
contado polo chupachus de mari às 00:56 | Permalink | 3 comentários
Quarta-feira, 9 de Maio de 2007
desejo

Diante de mim
o seu corpo
belo
firme
quase nu
com cheiro
de mar
e de amor.
Diante dele
o meu querer
o meu desejo
intenso
inteiro
integral
indescritível
de tocar
cheirar
sentir
aquele corpo
aquele homem
aquele amigo
desejo.

Stela Fonseca

 
contado polo chupachus de mari às 02:27 | Permalink | 1 comentários
Sábado, 5 de Maio de 2007
desperta-me de noite

imagem: Ende

Desperta-me de noite
o teu desejo
na vaga dos teus dedos
com que vergas
o sono em que me deito

É rede a tua língua
em sua teia
é vício as palavras
com que falas

A trégua
a entrega
o disfarce

E lembras os meus ombros
docemente
na dobra do lençol que desfazes

Desperta-me de noite
com o teu corpo
tiras-me do sono
onde resvalo

E eu pouco a pouco
vou repelindo a noite
e tu dentro de mim
vai descobrindo vales.

Maria Tereza Horta



p.s. lindo demais como pra esquecê-lo
 
contado polo chupachus de mari às 02:36 | Permalink | 3 comentários
Terça-feira, 1 de Maio de 2007
ice-dream

Teus lábios... framboesa.
Meu sorvete... chocolate.
Você chupa...
A gente se aquece, se funde...
O gelo derrete...
Você amolece,
Eu me enrijeço.

Teus lábios... morango.
Minha cobertura... caramelo.
Arfando... gemendo,
Meu creme transborda,
Em jorros de emoção,
Prazer... e alimento.

De Paula, W.J.

 
contado polo chupachus de mari às 23:12 | Permalink | 1 comentários
Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
soneto do prazer efêmero

imagem: Jessie Romaneix

Dizem que o rei cruel do Averno imundo
Tem entre as pernas caralhaz lanceta,
Para meter do cu na aberta greta
A quem não foder bem cá neste mundo:

Tremei, humanos, deste mal profundo,
Deixai essas lições, sabida peta,
Foda-se a salvo, coma-se a punheta:
Este prazer da vida mais jucundo.

Se pois guardar devemos castidade,
Para que nos deu Deus porras leiteiras,
Senão para foder com liberdade?

Fodam-se, pois, casadas e solteiras,
E seja isto já; que é curta a idade,
E as horas do prazer voam ligeiras!

BOCAGE
foi o maior representante do arcadismo português

 
contado polo chupachus de mari às 03:07 | Permalink | 2 comentários
Quinta-feira, 26 de Abril de 2007
poemas de saliva

imagem: puja

Deslizo poemas de saliva
No rascunho da tua pele
Rimas profanas, estrofes abissais
O sentido profundo de um verso
Fala a língua dos teus gestos
Em convulsões gramaticais

Poemas recatados na tua pele sem pecado
Poemas de navalha no teu corpo sem perdão
A figura de linguagem do desejo
Fala a língua do meu beijo
Sem tradução

Ricardo Kelmer

 
contado polo chupachus de mari às 02:54 | Permalink | 0 comentários
Quarta-feira, 25 de Abril de 2007
mulher

imagem: halloween jack

Não quero uma mulher
Que seja gorda ou magra
Ou alta ou baixa
Ou isto e aquilo.

Não quero uma mulher
Mas sim um porto, uma esquina
Onde virar a vida e olhá-la
De dentro para fora.

Não espero uma mulher
Mas um barco que me navegue
Uma tempestade que me aflija
Uma sensualidade que me altere
Uma serenidade que me nine.

Não sonho uma mulher
Mas um grito de prazer
Saindo da boca pendurada
No rosto emoldurado
No corpo que se apoie
Nas pernas que me abracem.

Não sonho nem espero
Nem quero uma mulher
Mas exijo aos meus devaneios
Que encontrem a única
Que quero sonho e espero
Não uma, mas ela.

E sei onde se esconde
E conheço-lhe as senhas
Que a definem. O sexo
Ardente, a volúpia estridente
A carência do espasmo
O Amor com o dedo no gatilho.

Só quero essa mulher
Com todos seus desertos
Onde descansar a minha pele
Exausta e a minha boca sedenta
E a minha vontade faminta
E a minha urgência aflita
E a minha lágrima austera
E a minha ternura eloquente.



Sim, essa mulher que me excite
Os vinte e nove sentidos
A única a saber
O que dizer
Como fazer
Quando parar
Onde Esperar.

Essa a mulher que espero
E não espero
Que quero e não quero
Essa mulherportoesquina
Que desejo e não desejo
Que outro a tenha.

Que seja alta ou baixa
Isto ou aquilo
Mas que seja ela
Aquela que seja minha
E eu seja dela
Que seja eu e ela
Euela eu lá nela
Que sejamos ela.

E eu então terei encontrado
A mulher que não procuro
O barco, a esquina, Você.
Sim, você, que espreita
Do outro lado da esquina, no cais,
A chegada do marinheiro
Como quem apenas me espera.

Então nos amarraremos sem vergonha
À luz dos holofotes dos teus olhos,
E procriaremos gritos e gemidos
Que iluminarão todas as esquinas.

Será o momento de dizer
Achei/achamos amei/amamos
E por primeira vez vocalizar o
Somos, pluralizando-nos
Na emoção do encontro.

Essa a mulher
que não procuro
nem espero.
Você, viu? Você!

Bruno Kampel

 
contado polo chupachus de mari às 00:45 | Permalink | 1 comentários
Terça-feira, 24 de Abril de 2007
amantepoesia

imagem:besia

tê-la
silhueta e essência
em claros-escuros
sem ser a outra

atrair
meus minutos vazios
em sensuais
signos-fascínios

aprisioná-la
ao redor de mudas
máscaras-vozes
amarras

suas unhas absorvem
ontens
aderem hojes
rompem o amanhã

um sol espreita
seus passos
serem roubados
pelo mar

para amantepoesia
não há lugar
quando é dia

Carlos Alberto Pessoa Rosa

 
contado polo chupachus de mari às 00:20 | Permalink | 0 comentários
Segunda-feira, 23 de Abril de 2007
e por que haverias de querer...

imagem:l_a_i_a

E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.

Hilda Hilst


E digo eu... e por que nom?
 
contado polo chupachus de mari às 05:23 | Permalink | 1 comentários
Sexta-feira, 20 de Abril de 2007
poesia otaku
Se metes a um tipo umha fim de semana num quarto fechado do mundo exterior na segunda cidade mais povoada do estado espanhol, deixas-lhe um computador, umha baguette, umha lata de bonito, outra de pemento vermelho e muita mala ostia... o resultado final pode ser algo mui semelhante ao escrito aqui abaixo...


imagem: libraryman

Sorvendo tua cabeça como se fosses um limom com pouco zume
minto porque te sinto
e creio que fai tempo que nom és a mesma pessoa
que costumava passear polo meu corredor com a toalha enroscada à cabeça
e dou outro grolo do teu zume
e seu amargo sabor recorda-me que fai tempo que o mel nom existe para mim
e nom me arrependo de seguir sendo eu mesmo
porque isso mantém-me consciente o tempo todo
como um monumento ao recordo
quando todo o mundo decidiu nom recordar absolutamente
nada do que viu até ontem
e se tu quixesses poderíamos rir juntos
mas já nom pode ter graça se o mundo nos separa
se o mundo se mede em quilómetros
e as paralelas e as perpendiculares nunca levam a tí
e quando tu estás num meridiano eu nom encontro meu equador
e todos os nossos tópicos convertem-se em trópicos
e a vida parece-me um pouco mais excitante desde que estás longe de mim
porque nada será nunca como era
a nom ser que algum dos dous decida reformular o mundo
e pôr o ártico no pacífico
e pôr Greenwich na tua habitaçom

Gustavo Harvey
Creative Commons License

 
contado polo chupachus de mari às 04:02 | Permalink | 2 comentários
Quinta-feira, 19 de Abril de 2007
poesia suja

imagem: wuhu

manifesto obsoneto [1981]

[pros poetas ditos "sujos"
que nunca esquecem o modess e trocam de meia
de meia em meia hora]

Isso não é poesia que se escreva,
é pornografia tipo Adão & Eva:
essa nunca passa, por mais que se atreva,
do que o Adão dá e do que a Eva leva.

Quero a poesia muito mais lasciva,
com chulé na língua, suor na saliva,
porra no pigarro, mijo na gengiva,
pinto em ponto morto, xota em carne viva!

Ranho, chico, cera, era o que faltava!
Sebo é na lambida, rabo não se lava!
Viva a sunga suja, fora a meia nova!

Pelo pêlo na boca, jiló com uva!
Merda na piroca cai como uma luva!
Cago de pau duro! Nojo? Uma ova!


Glauco Mattoso

 
contado polo chupachus de mari às 03:17 | Permalink | 0 comentários
Terça-feira, 17 de Abril de 2007
bukowski num bar

imagem: Antonio Carlos Castejón


Um poema de amor

todas as mulheres
todos os beijos delas as
formas variadas como amam e
falam e carecem.

suas orelhas elas todas têm
orelhas e
gargantas e vestidos
e sapatos e
automóveis e ex-
maridos.

principalmente
as mulheres são muito
quentes elas me lembram a
torrada amanteigada com a manteiga
derretida
nela.

há uma aparência
no olho: elas foram
tomadas, foram
enganadas. não sei mesmo o que
fazer por
elas.

sou
um bom cozinheiro, um bom
ouvinte
mas nunca aprendi a
dançar — eu estava ocupado
com coisas maiores.

mas gostei das camas variadas
lá delas
fumar um cigarro
olhando pro teto. não fui nocivo nem
desonesto. só um
aprendiz.

sei que todas têm pés e cruzam
descalças pelo assoalho
enquanto observo suas tímidas bundas na
penumbra. sei que gostam de mim algumas até
me amam
mas eu amo só umas
poucas.

algumas me dão laranjas e pílulas de vitaminas;
outras falam mansamente da
infância e pais e
paisagens; algumas são quase
malucas mas nenhuma delas é
desprovida de sentido; algumas amam
bem, outras nem
tanto; as melhores no sexo nem sempre
são as melhores em
outras coisas; todas têm limites como eu tenho
limites e nos aprendemos
rapidamente.

todas as mulheres todas as
mulheres todos os
quartos de dormir
os tapetes as
fotos as
cortinas, tudo mais ou menos
como uma igreja só
raramente se ouve
uma risada.

essas orelhas esses
braços esses
cotovelos esses olhos
olhando, o afeto e a
carência me
sustentaram, me
sustentaram.

Charles Bukowski

 
contado polo chupachus de mari às 22:57 | Permalink |
lênim em lalim
imagem : l_a_i_a

Mulatos da Ponteceso
Lênim em Lalim
Lênim em Lalim
Aí passa umha moto
Aí passa umha moto
Deves viajar sempre no Castromil
Quando saes da ducha
Nom sabes que che estou mirando

Mari, Mari, Mari "ponte quieta"

Ananos sangram polo cú
Sangram polo cú
"all night long"
Consume croquetes
Também embutidos
Vive, vive sempre
Nas casas sindicais
Quando o fazemos na cabina
Sabes que estou comunicando

Mari, Mari, Mari "ponte quieta"

Antón Reixa

 
contado polo chupachus de mari às 17:59 | Permalink | 1 comentários